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sábado, 29 de setembro de 2012

Hérnia Inguinal

Você sabe do que se trata? O que é? Como acontece? Como deve-se proceder? Quais os riscos de fazer ou não a cirugia? Pois é... eu tive de aprender isso tudo, tudinho, num tempo bem curto... 1 semana!!!  rsrsrs 

Certo dia, tiramos a roupa do menino para tomar banho, e meu marido, que é Neuropediatra disse: Já tinha visto isso antes? Estava assim inchado? E eu assim: nãaaaooo!!! O que é isso na virilha dele?? Machucou?? e ele disse:

Conhece HERNIA INGUINAL??? 

aí eu disse: Puxa viva, não sabia que ficava assim, o que devemos fazer? ele de pronto respondeu: 


HÉRNIA IDENTIFICADA, HÉRNIA OPERADA, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.  



Fiquei extremamente preocupada e em estado de choque. Pensei: tadinho, mais essa agora??

Me ative a estudar e entender o que seria a tal de Hérnia Inguinal. Abaixo segue um texto do site do Dr Dráusio Varela, falando sobre tudo, passo a passo, e tirando algumas dúvidas. Espero que vocês não precisem, mas informação nunca é de mais!!

Depois consultamos um Cirurgião Pediátrico que identificou e marcou a cirurgia.

No dia da operação, correu tudo ótimo!! Acordou um tanto irritado  depois da cirurgia, por causa da anestesia, chorou bastante, pediu pela irmã (eu queria a Lelê - Aiiinnn que lindooo, me derreti!!). Estava assustado, porém sem dor (a reação das crianças após a anestesia é imprevisível, algumas ficam irritadas, outras tranquilas), pois não é uma situação comum do dia a dia. A incisão era minúscula, o curativo também, e mal acordou bem da anestesia já queria sair correndo. rsrsrs Bem a carinha dele! Segue com curativo, mas sem analgésicos, no sia seguinte! Em 1 semana tirou curativo, e está ótimo!!!! Correndo pra lá e pra cá como sempre, alegre!!!

Gosto de contar para tirar a parte "mística"que rola por traz das cirurgias em crianças. Se você tiver um médico de confiança, um bom cirurgião e uma ótima equipe, tudo sairá perfeito. Basta confiar!!

Beijos, boa leitura!!

Dani


Hérnia inguinal

Paulo Alberto Corrêa é médico-cirurgião e faz parte do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo (SP).
Hérnia inguinal é a protrusão de uma alça do intestino através de um orifício que se formou na parede abdominal na região da virilha. As hérnias acontecem por descuido da natureza na formação dessa parede, que tem de suportar pressões muito altas.
Não é só a pressão provocada pelos exercícios que contraem a musculatura do abdômen. Durante o esforço da evacuação, a parede abdominal funciona como uma prensa, prensa de que as mulheres também se valem, na hora do parto, para expulsar o feto do interior do útero.
Existem dois tipos de hérnias inguinais que ocorrem com mais frequência: a direta e a indireta.

A indireta ( imagem 1) se forma pela passagem da alça intestinal para o interior da bolsa que envolve o testículo através de um ponto frágil, o anel herniário.
Já a direta ( imagem 2), como o próprio nome sugere, forma-se diretamente num ponto da parede abdominal enfraquecida, que se rompe, permitindo a penetração de um segmento do intestino na bolsa escrotal.
imagem 3, num corte lateral do abdômen de um indivíduo do sexo masculino – porque a incidência de hérnias inguinais é maior nos homens – mostra como a alça intestinal foi empurrada para baixo e formou uma hérnia dentro da bolsa escrotal.
FORMAÇÃO DE HÉRNIAS INGUINAIS
Drauzio – O que explica essa fraqueza na parede abdominal que favorece a formação de hérnias inguinais?
Paulo Alberto Corrêa – Hérnia é uma afecção frequente que vem sendo estudada desde a Grécia antiga. Na verdade, a palavra hérnia vem mesmo do grego e quer dizer botão ou rutura.
O canal inguinal é uma região potencialmente fraca da parede abdominal. Por ele, durante a vida intrauterina, passaram os testículos para alojar-se na bolsa escrotal. Esse pequeno espaço é coberto por músculos que deveriam fechá-lo durante a contração abdominal. Entretanto, muitas pessoas têm a inserção desses músculos mais alta, o que torna o espaço maior. Além disso, com o passar dos anos, costuma ocorrer lassidão muscular, isto é, os tecidos ficam naturalmente mais frouxos e podem sofrer rutura que permite a passagem não só de um segmento do intestino delgado e grosso, mas também de outros órgãos da cavidade abdominal.
Drauzio – A fraqueza da parede abdominal é congênita? Ou seja, algumas pessoas nascem com tendência à formação de hérnias?
Paulo Alberto Corrêa – É uma característica constitucional. Tem a ver com o biótipo do indivíduo. Embora não exista uma relação genética imediata (do tipo se o pai tem hérnia, o filho obrigatoriamente irá ter), em algumas famílias, a incidência de hérnia inguinal é maior.
No entanto, é preciso considerar que os movimentos intestinais e a dificuldade para urinar, por exemplo, são fatores de risco para a formação de hérnias, porque podem provocar aumento da pressão abdominal e, consequentemente, rutura de tecidos.
FATORES DE RISCO
Drauzio – Há atividades físicas que facilitam a formação de hérnias?
Paulo Alberto Corrêa - Toda a atividade que exige emprego de grande força física pode facilitar o aparecimento de hérnias, principalmente nas pessoas com predisposição. Portanto, atletas de alta performance, trabalhadores braçais, indivíduos com constipação intestinal (prisão de ventre), ou que desenvolveram problemas na próstata e fazem força para urinar, estão mais sujeitos ao aumento da pressão intraabdominal, que pode provocar rutura dos tecidos e o aparecimento de hérnia.
Especificamente em relação ao exercício físico que muitos jovens gostam de fazer nas academias, é preciso esclarecer que eles podem levantar pesos se a atividade for feita de forma lenta e progressiva, respeitando o ritmo de adaptação do organismo. Se tiverem história familiar de hérnias, porém, pode ser que venham a apresentar a afecção, mas não há como prever nem prevenir que isso aconteça. Por isso, acho que as pessoas devem levar a vida sem se preocupar muito com essa possibilidade. Caso o problema se manifeste, cabem as providências disponíveis para trazê-las de volta à normalidade.
Drauzio – Quais os exercícios que mais podem provocar a formação de hérnias inguinais?
Paulo Alberto Corrêa – Todos os exercícios que fazem a musculatura contrair-se de forma a aumentar a pressão dentro da cavidade abdominal e a rutura dos tecidos. Entre eles, destacam-se os exercícios de agachamento e dos membros superiores e inferiores, assim como os exercícios isotônicos e os isométricos.
Drauzio – Correr e nadar também estão nessa lista?
Paulo Alberto Corrêa – Natação é o esporte que mais respeita nosso organismo em termos de articulações e musculatura. Por isso, é recomendado por todos e especialmente pelos profissionais ligados à medicina esportiva. Já a corrida seguramente leva ao aumento da pressão abdominal e, por ser um exercício constante que produz impacto, pode facilitar o aparecimento de hérnias inguinais. Caminhar e andar de bicicleta causam menor dano e podem ser praticados com tranquilidade.
PREVENÇÃO E SINTOMAS
Drauzio – O que podem fazer as pessoas com tendência à formação de hérnias inguinais para prevenir seu aparecimento?
Paulo Alberto Corrêa – Não existe prevenção. Portanto, se não há como prevenir, o indivíduo deve levar vida normal. Caso tenha tendência, a pessoa correrá o risco de desenvolver uma hérnia e deve procurar tratamento tão logo sinta uma dorzinha e um abaulamento na região inguinal.
Existem próteses para evitar que a hérnia progrida. São cintas elásticas e fundas que mantêm forte pressão sobre o ponto em que está havendo rutura do tecido. Essas próteses, porém, acabam interferindo na qualidade de vida dos portadores de hérnia. A única forma de tratamento eficaz á a cirurgia.
Drauzio – Como é que a pessoa percebe que têm uma hérnia inguinal?
Paulo Alberto Corrêa – Voltando à etimologia da palavra, hérnia quer dizer botão ou rutura. É preciso lembrar também que a região inguinal, no homem, fica entre o pênis e a ossatura da bacia e, na mulher, entre a vulva e o osso da bacia. Nos dois gêneros, é uma região bastante restrita, do lado esquerdo e direito do corpo. Por isso, a hérnia pode ocorrer em um dos lados do corpo ou ser bilateral.
O primeiro sintoma da hérnia é um abaulamento ou nódulo na região inguinal, acompanhado de dor e desconforto quando a pessoa se levanta ou pratica alguma atividade física. Quando se deita ou fica quieta, a hérnia se recolhe e o nódulo desaparece.
Drauzio – A dor sempre aparece?
Paulo Alberto Corrêa – Habitualmente, sim. Uma das primeiras queixas do portador de hérnia é dor local e limitação para atividades físicas mais vigorosas.
Drauzio – Como evolui a hérnia que não recebe tratamento?
Paulo Alberto Corrêa – Muitos indivíduos saem correndo assim que notam o aparecimento de uma hérnia com medo das complicações. Na verdade, a doença vai evoluindo gradativamente. Não aparece uma hérnia enorme de uma hora para outra. Ela começa pequena e vai aumentando de acordo com o esforço físico despendido. Com o passar dos anos, porém, as hérnias podem ocupar espaços bastante grandes. Em alguns casos, quando descem para a bolsa escrotal, podem chegar até os joelhos, se não forem tomadas as providências terapêuticas adequadas.
Portanto, ao registrar o primeiro sintoma, a pessoa deve procurar um médico. Primeiro, para certificar-se que é realmente uma hérnia; depois, para informar-se sobre o melhor momento para livrar-se dela.
TRATAMENTO
Drauzio – As hérnias, quando aparecem, podem beneficiar-se de compressores locais, as fundas, que antigamente eram muito populares, mas representam um tratamento paliativo. Hoje, está provado que só a cirurgia promove a cura definitiva. Qual é o momento ideal para indicá-la?
Paulo Alberto Corrêa - Hérnias inguinais muito pequenas ou muito grandes raramente complicam. O risco maior está nas hérnias de tamanho intermediário, porque o intestino sai pelo orifício e não consegue voltar. Sofre um encarceramento. Como, às vezes, pode ocorrer uma rotação, o sangue deixa de circular, e aquele segmento intestinal gangrena, fica necrosado. Essa é uma situação de emergência que não existe quando a hérnia é pequena ou muito grande, circunstâncias que permitem programar a melhor data para a cirurgia.
Ninguém mais discute que, quanto menor a hérnia, maior o sucesso do tratamento cirúrgico. Se ela crescer muito, os tecidos se tornarão frágeis, a dissecção do saco herniário será trabalhosa e, como consequência, haverá mais inchaço (edema) e mais desconforto no pós-operatório.
Vale repetir, então, que a cirurgia é o único tratamento eficaz para as hérnias e o portador se beneficiará se procurar atendimento médico numa fase precoce da doença.
Drauzio – Isso quer dizer que não existem remédios para o tratamento das hérnias?
Paulo Alberto Corrêa – O único remédio é o bisturi.
Drauzio – Você tocou num ponto fundamental. As hérnias muito pequenas não provocam complicações, porque não dão espaço para o intestino penetrar. Nas muito grandes, o espaço é suficiente para o intestino penetrar na bolsa escrotal e movimentar-se dentro dela. O problema são as hérnias de tamanho intermediário que podem estrangular o intestino. Conhecidas como hérnias estranguladas, elas são as de maior risco…
Paulo Alberto Corrêa – Essa situação deve ser evitada, porque exige tempo maior de internação hospitalar e pressupõe risco de infecção grave e perda de um segmento do intestino, pois não basta só a correção da hérnia. O intestino que sofreu estrangulamento e, às vezes, rotação, precisa ser ressecado, isto é, o paciente perderá parte do intestino e receberá uma anastomose (sutura entre as duas extremidades que foram cortadas). Dependendo da idade, esse quadro, que é grave, pode tornar-se mais perigoso ainda.
Há casos em que a pessoa tem uma hérnia encarcerada crônica, isto é, uma hérnia com espaço bastante grande para o intestino entrar e sair à vontade. No entanto, se ingerir um alimento que fermente mais, o gás pode impedir essa movimentação, e o desconforto só diminui à medida que ele for sendo eliminado. Desse modo, o paciente consegue conviver com hérnias volumosas, com pequeno risco de estrangulamento, embora a qualidade de vida seja ruim. É muito importante não deixar o quadro chegar a esse ponto, uma vez que o resultado da cirurgia não será tão bom quanto ao das realizadas em fase mais precoce.
Drauzio – Você poderia explicar o que é anastomose nas cirurgias das hérnias estranguladas?
Paulo Alberto Corrêa – O segmento do intestino que ficou encarcerado no anel herniário sofre perda da circulação e entra em necrose. Por isso, precisa ser retirado. Sobram, então, duas partes viáveis do intestino que são unidas e costuradas para recompor o caminho por onde passarão os alimentos durante o processo de digestão. Essa costura pode ser feita com fios cirúrgicos ou com grampos metálicos.
Drauzio – Nesses casos, a cirurgia é complicada porque não se restringe à parede abdominal, uma vez que é preciso intervir no intestino…
Paulo Alberto Corrêa – Dependendo da extensão do problema, se não há segurança de que a área ficou bem irrigada, é preciso fazer uma laparotomia, ou seja, abrir o abdômen para olhar internamente. Daí a importância do tratamento precoce. Ele é fundamental para evitar complicações que requerem procedimentos mais agressivos.
CIRURGIAS
Drauzio – Cirurgias para a correção de hérnia são procedimentos muito antigos. Gostaria que você explicasse como eram realizadas?
Paulo Alberto Corrêa – A primeira técnica cirúrgica que se mostrou eficaz para a correção da hérnia inguinal data da metade do século XIX e foi desenvolvida pelo cirurgião italiano Eduardo Bassini. Através de uma incisão na pele, o médico alcança o tecido celular subcutâneo e chega à aponeurose, uma membrana que reveste os músculos. Depois, atinge a região do funículo espermático (ou cordão espermático) que se estende até a proximidade do osso púbico, local onde se formam as hérnias inguinais ( imagem 4). Agindo desse modo, o cirurgião localiza o peritônio, camada que recobre as alças intestinais, e a musculatura junto à fascia transversal que recobre o peritônio. A seguir, aproxima os músculos oblíquo externo e transverso, que deveriam fechar o espaço, em direção ao osso púbico e à arcada inguinal para reforçar a parede do abdômen e impedir que a hérnia se forme novamente.
Portanto, segundo essa técnica, respeitando a anatomia do local, fecha-se a área de fraqueza da parede com a aproximação dos tecidos. O problema é que nem sempre esses tecidos se encontravam em boas condições. Era preciso puxar um músculo e a aponeurose para baixo a fim de prendê-los numa estrutura forte para tentar fechar o espaço. Isso provocava dor e limitação importante no pós-operatório. O paciente ficava com dificuldade para andar e tinha restrições para dirigir automóvel.
Doentes acompanhados por longos períodos de tempo mostraram que o índice de recidiva era de 25%. Fios de sutura melhores e o aprimoramento da técnica fizeram com que esse índice caísse para em torno de 5%, 7% dos casos, nos primeiros anos depois da cirurgia. Portanto, um em cada vinte pacientes pode apresentar novamente a doença, índice que ainda continua alto.
Drauzio – Essa técnica foi usada por muitos anos.

Paulo Alberto Corrêa – Muitos e muitos anos. Aliás, ainda hoje é utilizada, principalmente nos lugares que dispõem de poucos recursos para o tratamento dessa afecção, porque é relativamente simples e não requer material sofisticado para sua realização.
Drauzio – Como são as técnicas mais modernas para o tratamento das hérnias?

Paulo Alberto Corrêa – Na década de 1950, um médico americano chamado Usher desenvolveu uma técnica cirúrgica que utilizava uma tela feita de tecido plástico para fechar o orifício herniário ( imagem 5). Mas, foi só a partir de 1970, que essa técnica passou a ser empregada com mais regularidade.
No começo, foram observadas algumas complicações decorrentes do uso de tais próteses. Lenta e paulatinamente, porém, o processo de fabricação foi melhorando e as telas atuais são extremamente inertes e não causam nenhum tipo de reação adversa. Na hipótese de haver alguma infecção, o tratamento pode ser feito sem que elas sejam retiradas.
Como se vê, o uso da tela promoveu um tratamento sem tensão muscular. O orifício herniário é recoberto com a tela, o que evita puxar a musculatura e a aponeurose em direção da arcada inguinal. A tela simplesmente cobre o espaço em que havia fraqueza do tecido abdominal, como se fosse um manchão de pneu. Trata-se de uma técnica indolor que reduziu drasticamente os índices de recidiva das hérnias inguinais para um em cada dois mil casos operados. Feita com anestesia local não requer internação hospitalar. O paciente é operado, levanta e vai embora para casa.
Drauzio – Você disse que a tela pode ser colocada facilmente com anestesia local…
Paulo Alberto Corrêa – Em geral, faz-se um pequeno corte na região inguinal, dissecam-se os tecidos e coloca-se a tela na região em que há fraqueza da parede abdominal. Se as hérnias pélvicas volumosas forem dos dois lados, pode-se fazer uma incisão que vai do umbigo até a região do púbis, passa-se por trás dos músculos, ultrapassa-se o peritônio que cobre as alças intestinais e coloca-se uma tela bastante grande para fechar todos os espaços onde elas ocorrem. Essa via posterior de acesso é bastante utilizada nas hérnias bilaterais volumosas, porque, em vez de dois cortes, faz-se um corte só e o índice de recidiva é baixíssimo.
Drauzio – Como essas cirurgias podem ser feitas por via laparoscópica?
Paulo Alberto Corrêa – Seguindo os mesmos passos da cirurgia por via posterior, é possível corrigir as hérnias inguinais por laparoscopia. Através de um pequeno furo no umbigo, coloca-se um aparelho ótico acoplado a uma câmara de televisão e examina-se o intestino. Por outros dois pequenos furos, são introduzidas pinças e uma tesoura. Localizado o espaço entre o peritônio e a musculatura da região inguinal em que a parede está comprometida, coloca-se a tela. Esse método tem a vantagem de ser praticamente indolor e permitir que a cirurgia seja realizada sem cortes, através de três pequenos furos, mas tem o inconveniente de exigir anestesia geral e internação hospitalar. Além disso, o material laparoscópico é caro.
O outro ponto crítico dessa técnica é o fato de violar a cavidade peritoneal. Por isso, alguns cirurgiões desenvolveram a técnica extraperitoneal (igual à da cirurgia de Stoppa), em que não é necessário penetrar na cavidade intra-abdominal. Através dos três buraquinhos, separa-se a musculatura da região do peritônio e coloca-se a tela, exatamente do mesmo modo que se faz, quando existe o corte que vai do umbigo até o púbis. Isso representa ganho real para o paciente, que recebe alta no dia seguinte ao da operação.
Drauzio – Você disse que a colocação da tela por via cirúrgica podia ser feita no consultório sob anestesia local e que os resultados são até muito bons. Difícil dizer que outra técnica deva ser empregada no lugar dessa que oferece tantas vantagens.
Paulo Alberto Corrêa – Quem tem preferido a técnica laparoscópica extraperitoneal, por exemplo, são os atletas de alta performance que precisam recobrar logo a atividade física e os indivíduos preocupados com a estética, porque os três pequenos orifícios feitos para introduzir os aparelhos deixam marcas mínimas. Em relação aos resultados futuros das duas técnicas cirúrgicas, a céu aberto e por laparoscopia, estudos têm mostrado que o risco de recidivas é praticamente o mesmo. Em vista disso, particularmente, acho que, ponderando os custos, em termos populacionais, é melhor optar pela cirurgia por via anterior com a tela. Entretanto, a decisão final fica sempre por conta do paciente que pode ter motivos para optar pela cirurgia por via extraperitoneal.

A tristeza é oportunidade de crescimento - Pe. Fábio de Melo


Com filhos, passamos algumas dificuldades, sem saber por onde começar, o que fazer, pensando, sem saber o que fazer... Uma história linda, de uma mão que vem em busca de ajuda, pela perda de seu filho... 

Independente de religião, e ESSÊNCIA da mensagem nos traz algum tipo de conforto, para o coração de uma mãe triste, por algum motivo, que não só a morte de seu filho, mas com a morte de algum conceito, alguma crença, morte de alguma coisa que o entristeça.

Segue abaixo um vídeo do Padre Fábio de Melo. Muito tocante, reflita comigo, repasse adiante.

Grande abraço, Beijoss

Dani






terça-feira, 4 de setembro de 2012

Meu filho não me escuta!

Nossa, muito legal esse texto, me permito colocá-lo na íntegra citando a fonte abaixo do texto.

Aproveitem a leitura!!

Meu filho não me escuta
Remova a briga da convivência com as crianças

                  “Me filho deveria me escutar”
Pergunta: Meu filho de sete anos parece não me escutar. Estou tão confusa. Simplesmente não sei onde eu errei. Ele não deveria me escutar se temos que deixar a pracinha, ficar pronto para sair, sentar-se à mesa, vestir seu casaco ou ficar quieto?

Resposta: O pensamento “ele deveria me escutar” é a origem de toda a confusão. Você ou eu não temos como saber que ele não escuta, ou que ele deveria escutar.
PERGUNTE A NAOMI
     Para mim o que você diz é que ele não faz o que você fala.  Quando uma criança não segue a nossa lógica nós dizemos que ela “não está ouvindo”. Ainda assim, você realmente quer que a sua criança obedeça somente porque você é maior ou mais velha? Você quer que ela tenha medo de você, e aja contra seu guia interior.

     A maioria de nós quer garantir que uma criança cresça pensando por si própria , que no futuro ela não siga ninguém cegamente,que tenha uma boa afirmação e seja confiante. Esperamos que ela saiba se defender na presença de transgressores sexuais , das drogas, das “porcarias”e dos sempre sedutores shoppings e da mídia. Por que treinar o seu filho para obedecer? Se for para ele ser autoconfiante e capaz, ele precisa escutar a si próprio. Pelo que você me falou, ele já está fazendo isso. Com tamanha confiança ele saberá escolher quem e quando escutar ,e pelo que se mover.

     Por que é tão difícil confiar que a resposta do seu filho seja do jeito que tem que ser quando ele não faz o que você diz? Porque a sua própria mente está muito ocupada tentando distrair você do seu bom senso natural e amor. Amparada pela mídia, pelos avós e pelos amigos, a sua mente acredita que o seu filho deve ser algo diferente do que ele é, embora, bem no fundo você não acredite nisso. Se o seu filho não quer compartilhar ou se vestir, a mente pode berrar dentro da sua cabeça: “ele deveria ...” Se você ficar presa na pauta da sua mente, perderá de notar a sua criança que está no lugar certo, fazendo seu trabalho no tempo exato.

     Olhe para quando você realmente confia e aprenda por si própria: você empurrou seu filho para fora do útero aos 8 meses para garantir que ele aprendesse a respirar? Você o ensinou a andar ou a falar? Observando as áreas em que você confia tranquilamente, perceberá que as outras áreas, que a sua mente diz pra se preocupar não são diferentes. Ele lerá quando for o tempo, se vestirá quando se vestir, terá boas maneiras quando tiver, compartilhará quando quiser compartilhar e fará sua própria comida quando fizer. Apenas esteja lá e assista para comprovar tudo isso.

     Quer dizer que você não deve fazer nada? Claro que não é isso. Mas, em vez de direcionar, você responderá ao seu verdadeiro filho, do jeito que ele é. A sua mente pode ser que reclame e grite com muitos pensamentos amedrontadores; se você obedecer a essas vozes irá sofrer e afastará seu filho de confiar em si próprio. Em vez disso, para poder sair do caminho e suprir as necessidades, fique alerta às intenções dele.

     Então, observe a sua expectativa de que ele deveria escutá-la e veja como pode se beneficiar do seu próprio aprendizado. Ele está escutando quando se recusa a fazer o que você diz. Você o está escutando quando ele afirma a sua vontade? Você está se escutando? Dentro de você está a verdade, que você quer que o seu filho confie em si próprio e dirija sua própria vida. A boa notícia é: Ele está fazendo isso!

     É inútil tentar controlar a escuta ou as ações de outra pessoa. Mas, você tem poder sobre si mesma; você pode escutar. Quando você escuta no sentido amplo da palavra, você planeja as coisas de modo a diminuir os conflitos e a vida flui sem tanta batalha.

     Em uma consulta telefônica, um pai australiano desabafou comigo sobre a recusa de seu filho a usar chapéu nos dias de sol forte. Como você, ele estava pensando que seu filho deveria “escutá-lo”. Com “escutá-lo” ele queria dizer fazer o que ele fala. Apesar das explicações do pai, o menino continuava tirando o chapéu. Eu perguntei a esse pai se ele se submeteria a alguém que colocasse o chapéu, casaco ou cachecol nele contra sua vontade. Ele percebeu imediatamente que não permitiria aquilo e celebrou o fato de seu filho saber se cuidar com tanta autoconfiança. Bem, mas, ele deve usar o chapéu, não deve? Quando esse pai escutou, ele entendeu que seu filho não gostava de usar chapéu. Embora o pai tenha explicado para o menino porque isso era importante, obviamente, a criança não estava convencida.

     Sem o pretexto de que o menino deveria “escutar”, o pai foi capaz de inventar algumas soluções: Criar uma atividade que se desenrole na sombra; levá-lo a uma loja para escolher um chapéu que ele goste; mostrar um vídeo que explique porque deveria usar chapéu; permanecer dentro de casa; sair pra passear de manhã cedo e à tardinha quando o sol está ameno; colocar creme protetor solar ou mover a caixa de areia para uma área sombreada do terreno.

     O que de fato aconteceu? Esse pai escutou. Ele disse para o seu filho: entendo que você não gosta de usar chapéu. Preocupa-me que o sol possa te queimar. Você pode me dizer o que o incomoda sobre o chapéu? A criança falou e o pai fez mais algumas perguntas até que soube exatamente que tipo de chapéu empolgaria seu filho e, quais outras soluções funcionariam.

     Outro exemplo típico é quando os pais dizem: “ela não me escuta quando está na hora de ir para casa.” Se você escutá-la perceberá que ela precisa de mais tempo na pracinha e, planejará melhor da próxima vez: você leva comida, roupas extra, fraldas para o bebê. Planeje menos saídas que sejam mais longas etc.

     Tem vezes que você precisa ir embora antes que a criança tenha se divertido o suficiente. Sua filha escutará você quando lhe falar honesta e amorosamente. -“Temos que ir pra casa agora” é ditador e desonesto. “Nós” não precisamos realmente ir embora. Você quer ir para casa. O bebê talvez precise de cuidados que são mais fáceis em casa; você pode estar com frio, com fome ou impaciente e gostaria de jantar, etc. Nada é uma obrigação quando a preferência da criança é levada em consideração com a mesma urgência.

     Freqüentemente usamos frases do tipo:- “está na hora;” -“vamos” ;ou: -“nós temos que” com a intenção de disfarçarmos o nosso franco:- “eu quero”. Não é de surpreender que as crianças respondam mais positivamente à conexões baseadas em honestidade e que elas de fato preferem fazer algo por nós do que o elusivo:- “nós” e, -“isso é” .

     Para ser honesto, você pode dizer para a criança:

     “- Eu vejo que você quer continuar brincando. Eu gostaria de ir para casa logo. Quantas vezes mais você quer escorregar antes de ir?”

     A  maioria das crianças  falaria um número razoável como cinco ou dez vezes mais. Todavia, mesmo 100 vezes uma hora termina e a maior parte das crianças perde o interesse bem mais rápido do que pensávamos. Um processo tão honesto de boa vontade e respeito é pacífico, e faz valer a pena a espera.

     Naturalmente, você afasta a criança de perigos e situações que a prejudiquem, porém, mesmo nessas situações , a questão não é se ela está ou não te escutando. – “ele deveria me escutar” (querendo dizer fazer o que eu digo), simplesmente não é verdadeiro, quando o fato é que ela não o faz. O jeito que ela é me diz o jeito que ela deveria ser. Conhecer a verdade é muito útil para você e pode salvar uma vida. Se o seu filho que está recém aprendendo a andar sair para a rua, obviamente ele não a escutou. Quando você estiver em paz com a verdade de que ele simplesmente não irá escutar, você age no sentido de protegê-lo do perigo. Escutar o seu filho é conhecê-lo e responder à realidade e não a uma ilusão.

     Como você saberá o que esperar em cada idade? Minha resposta é: Observe. O que a criança está fazendo é a prova viva do que ela deveria ser. O mesmo se aplica a você que está fazendo o seu melhor o tempo todo, e qualquer tentativa externa para mudá-la, só atrapalha o seu curso. Seu filho está correndo o mais rápido que pode para se tornar um adulto. Quando alguém está correndo o mais que pode, um empurrão só fará com que caia.


Naomi Aldort é a autora de “ Raising Our Children, Raising Ourselves” (Criando Nossos Filhos Criando nós Mesmos). Pais e mães do mundo inteiro procuram pelo seu aconselhamento por telefone, pessoalmente e escutando seus CDs, e participando dos seus “workshops”. Suas colunas de conselho aparecem em revistas de paternidade/maternidade progressivos no Canadá, EUA, Austrália, no Reino Unido, e são traduzidos para o alemão, hebreu, holandês, japonês e espanhol. Ela é casada e mãe de três filhos . Seu filho mais novo, Oliver Aldort, tem treze anos de idade e é violoncelista (www.oliveraldort.com). Para mais informações sobre a Naomi visite as páginas www.NaomiAldort.com ou www.AuthenticParent.com.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ele faz birra e se joga no chão

Segue uma reportagem da Revista Crescer,muito interessante (link no final da página). Acho que muita gente fica morrendo de vergonha assim como eu fico... Caracas, o que fazer??? Algumas sugestões de quem já passou por isso e conseguiu resolver, são válidas para vermos o que podemos fazer também... Mas lembre-se: CADA UM TEM A SUA VERDADE, faça valer a sua!!!

  Antes da reportagem, uma historinha: Certo dia fui ao mercado com minha menina, ela queria levar um biscoito e eu deixei, depois queria mais um biscoito, e eu disse:"Você tem que escolher um , os dois a mamãe não pode levar".O que ela fez?? Se jogou no chão, começou a espernear, a gritar, conversei com ela, pedi que se levantasse, ela se recusou, então o que fiz? "Você ia levar um deles, depois disso tudo, vai ficar sem nehnhum... "Aí mesmo que veio a gritaria, mas mantive a minha palavra, e saí do mercado com ela "saracuteando e esperneando"... Uma pessoa passou e perguntou: o que houve? Aí eu disse: "Mal comportamento a mamãe não gosta, e ela se comportou mal e ficou sem o biscoito". Achei que seria xingada naquele momento, aí a pessoa me disse: "Você está certa! Tem de controlar esse tipo de comportamento agora, enquanto são pequenos... Depois de grandes, você não conseguirá mais..." Pelo menos, dentre tantos olhares repreensores,me sentindo a pior mãe do mundo, esse comentário salvou o meu dia e me salvou da minha culpa...

  Mais dicas de quem já passou por essa situação: Ele faz birra e se joga no chão



“Toda vez que não dou o que meu filho quer, ele se atira no chão. Além de muito brava, fico envergonhada – não há uma pessoa que não repare na cena.O que devo fazer?”Ana Cláudia Pascolate, mãe de Davi, 1 ano

Não dê ouvidos 

Há cerca de dois meses estou seguindo a orientação da pediatra e ignorando as birras. Não dou o que a minha filha deseja, por se tratar de uma espécie de chantagem. É incrível como funciona. Ela ainda reclama, mas não tem mais se atirado no chão, porque entendeu que não será ouvida se agir dessa forma. LUDMILA TAVEIRA, 27 anos, mãe de Luiza, 1 ano e 4 meses




  Seja firme 

A criança faz isso para chamar a atenção dos pais. Quando ela age dessa forma, a mãe deve se abaixar e falar sem gritar, mas com voz firme: “Mamãe não gosta desta atitude! Levante do chão porque estamos indo embora”. Aos poucos, a criança vai entendendo isso. Se estiver em casa, faça a mesma coisa. Caso ela continue com a birra, coloque-a de castigo. CLÁUDIA DA COSTA, 28 anos, mãe da Letícia, 1 ano e 4 meses

  Explique os motivos

Antes de entrarmos em uma loja ou supermercado, converso com meu filho e digo que no momento não tenho dinheiro para comprar o que ele quer e que não vai adiantar fazer escândalo. Quando vê algo e pede, lembro a ele que já conversamos. Ele reclama, mas não volto atrás. Tem dado certo. CLÁUDIA PINTO, 34 anos, mãe de Samuel Vitor, 2 anos e 5 meses \


Não ligue para os outros 

Meu filho começou a se jogar no chão com 1 ano. Quando isso acontece, simplesmente paro e espero a birra acabar, sem falar nada. Ao perceber que não dou atenção, ele olha para mim na esperança de ouvir algo. Então pergunto: “Acabou? Podemos continuar passeando?”. Digo alguma coisa de seu interesse, levanto-o e vamos embora. O principal para conseguir essa calma é não ligar para o que os outros estão pensando. Ele ainda faz birra, mas só de vez em quando e raramente na rua. ANDRÉA CURSINO, 31 anos, mãe de Enzo, 1 ano e 4 meses

  Tente acalmá-lo

Fique calma e tente tranquilizar a criança e distraí-la com outro assunto. É errado ignorá-la totalmente pensando que assim ela vai parar de fazer drama. Isso só piora a situação. Dê atenção a ela e depois explique que você não pode comprar tudo que ela quer. AMANDA SOUSA DE OLIVEIRA, 35 anos, mãe de Antonio, 2 anos


  Reforce atitudes positivas

Seu filho deve estar fazendo isso para obter sua atenção, ou seja, ele sabe que é notado quando faz birra. Ignore, por mais difícil que possa ser, e estimule os comportamentos positivos. Ele perceberá que pode ter sua atenção de outra forma. GILDA SANTUCCI CONSTANTINI, 26 anos, mãe de Gabriel, 4 anos


  Negocie com ele

Minha filha mais nova fez isso algumas vezes. Eu me mantinha firme e a tirava do local. Depois que ela se acalmava, conversávamos sobre o assunto. Mesmo pequenos, eles entendem. Dizia que assim não conseguiria nada e que compraria algo que quisesse quando se comportasse e quando eu e o papai pudéssemos e julgássemos necessário. Hoje ela costuma pedir com calma o que quer e negociamos. LAURA ENEDINA VENANCIO PRIM, 37 anos, mãe de Júlia, 6 anos, e Luísa, 4 anos Texto extraído da Revista Crescer:

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI62440-10482,00.html

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Amamentação, um prazer!

Pensando nas  dificuldades de minha amiga Chris, estive refletindo nesse item muito importante na vida de um bebê e que nos deixa extremamente ansiosas e preocupadas: a AMAMENTAÇÃO.




ALEITAMENTO MATERNO


Mas o que é amamentar?  Segundo a Wikipedia, temos uma descrição muito legal, interessante:
Segue:



Aleitamento Materno pode ser considerado uma prática natural, decorrente do parto, voltada para nutrir o bebê. O leite materno provê todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento dos recém-nascidos até os seis meses de vida, sendo necessário complementar a alimentação do bebê com outros alimentos a partir dos seis meses[1]. É recomendado pela Organização Mundial de Saúde[2] e pelo Ministério de Saúde do Brasil[3] que o aleitamento exclusivo (somente o leite materno, sem a necessidade de chás, água, sucos ou outros alimentos) seja oferecido por seis meses, sendo complementado com outros alimentos por dois anos ou mais.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amamentar

Dependendo do tipo de parto, pode demorar mais ou menos para o que leite efetivamente dito, chegue a descer, mas antes disse tem uma parte muito importante chamada colostro. Normalmente no parto normal o leite desce mais rápido, do que no cesáreo. Abaixo uma completa descrição do que é o colostro:


COLOSTRO

                                             
Colostro é uma forma de leite de baixo volume secretado pela maioria dos mamíferos nos primeiros dias de amamentação pós-parto. Composto de vários fatores para o desenvolvimento e proteção como águaleucócitosproteínascarboidratos e outros. O colostro vai se transformando gradativamente em leite maduro nos primeiros quinze dias pós-parto.
O colostro tem uma importante função na imunidade passiva de algumas espécies de animais. Nele existem uma grande quantidade de imunoglobulinas, que em determinadas espécies não conseguem passar pela placenta, ficando a cargo total do colostro transferir da mãe para o filho. Além da quantidade de imunoglobulinas, o colostro se difere do leite pela quantidade de sólidos totais, proteínas e demais fatores. Com o tempo, essas diferenças vão diminuindo e essa secreção vai se transformando em leite.[1]
O colostro é também a única substância capaz de eliminar todos os resíduos de mecônio do trato gastrointestinal do bebê, ajudando o intestino a amadurecer e funcionar de maneira eficiente, além de prevenir o aparecimento de alergias, infecções e diarréia, pelo adequado controle e equilíbrio das bactérias que se desenvolvem no seu intestino. No dia do parto o colostro se apresenta ainda mais rico, daí as primeiras horas de vida serem chamadas por especialistas de "golden hours".
Como o colostro é rico em células imunologicamente ativas, anticorpos e proteínas protetoras, funciona como uma primeira vacina, protegendo o bebê contra várias infecções.
Colostro ajuda a regular o próprio sistema imunológico em desenvolvimento:
  • É rico em vitamina A que ajuda a proteger os olhos e a reduzir as infecções.
  • Ao estimular os movimentos intestinais para que o mecônio seja rapidamente eliminado, ajuda na prevenção da icterícia.
  • Vem em volumes pequenos, de acordo com a capacidade gástrica de um recém-nascido.
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Colostro

                                           


Quando se está grávida, já se percebe uma modificação nos seios, eles incham, aumentam de volume, ficam doloridos, aréolas (parte mais escura do seio) mais escurecidas. Isso se dá pela ação de um hormônio chamado estrogênio, que provoca uma série de modificações nas glândulas mamárias, para que estas possam passar a produzir o leite materno.

Normalmente, após 72h depois do nascimento dos bebês, os seios começam a produzir leite a todo vapor!
Enquanto seu corpo de prepara, os seios ficam mais  "cheios e firmes" que podem deixar os seios mais sensíveis e doloridos, sensação que diminui quando o bebê amamenta.

Como nos primeiros dias o bebê está aprendendo a sugar, se os seios estiverem muitos cheios e doloridos, devemos esvazia-los (com bombinhas ou manualmente) para que não "empedrem". Podemos falar sobre isso em outro momento, se alguém manifestar interesse.

Cada vez que a criança suga, ela produz mais hormônio que estimula a produção de leite, fazendo que cada mamada seja importante para a produção de leite da próxima mamada.

Nos primeiros dias de nascido, seu seio vai produzir uma substância cremosa, altamente protéica, com baixa gordura chamada colostro . Provavelmente, nos últimos meses da gravidez você já viu algumas gotas dessa substância grossa e amarelada (algumas mulheres têm até mesmo um pouco de colostro no segundo trimestre da gravidez). Este precioso, facilmente digestivo "primeiro leite" é cheio de anticorpos contra doenças chamados imunoglobulinas que fortalecem o sistema imunológico do seu bebê .

Para a descida do leite materno efetivamente, a criança precisa sugar para que o leite que encontra-se acumulado nas glândulas seja expelido dentro de sua boca, e que se alimente de forma adequada. Eventualmente a criança pode não ter força suficiente para mamar, então precisamos dar uma ajudinha com massagens, fricção e outras manobras para termos o reflexo da "descida"do leite.

Importante: a criança precisa se alimentar de forma adequada, e quem pode avaliar isso é o seu pediatra. 

Algumas situações, sentimentos, sensações  podem bloquear ou diminuir ou até mesmo aumentar  a produção de leite materno. Esses sentimentos podem nem mesmo estar claros para a mamãe, que no meio de um turbilhão de novas informações, não sabe como agir de forma adequada.

Ansiedade, depressão, medo de não conseguir amamentar ou de que o leite não é suficiente, dor, desconforto na amamentação, dentre outros sentimentos podem ser uma das causas de diminuição de leite materno. Procure identificar quais dessas situações a deixam desconfortável e evite-as.

Se a mamãe tem sentimentos positivos e confiança em sua capacidade de amamentar, o leite “desce” tranquilamente. Mas, se tem dúvidas, suas preocupações podem inibir a “descida” do leite.


Nos primeiros dias de amamentação, você pode sentir algumas contrações em seu abdômen enquanto o bebê suga. Isso por causa do hormônio chamado ocitocina, que ajuda a contrair o útero, fazendo com que ele retorne ao tamanho normal mais rapidamente. Este mesmo hormônio foi responsável pelas contrações do seu útero no parto e faz parte das relações sexuais. Você vai sentir-se mais calma, satisfeita, e alegre enquanto nutre seu bebê. Por isso a ocitocina é, também, conhecida como o hormônio do amor!

À medida que o seu fluxo de leite aumenta, você pode sentir também algum formigamento, ardência ou comichão em seus seios. Seu leite pode gotejar ou mesmo espirrar quando estiver “descendo”. Será bom se você puder criar um ambiente calmo para amamentar - se você estiver relaxada durante a amamentação, seu leite fluirá mais livre e facilmente. De fato, muitas mulheres comparam a amamentação a aprender a andar de bicicleta: pode ser complicado no início, mas uma vez que você - e seu bebê - aprendem, transforma-se em um ato natural.

                                      


Vou colocar mais um post, com os tipos de amamentação, como o bebê deve pegar o seio e que cuidados você deve ter com os seios. Confira!




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hoje, preciso de você...

Hoje foi um dia corrido, balé, almoço, escola, trabalho, tudo meio que junto, ao mesmo tempo, sem uma folguinha para o descanso... Quando chega final da tarde, as crianças dormem na volta da escola, e quando você se vê sozinho, sem "nada para fazer"bate uma saudade, uma vontade de ficar junto...

Me fez lembrar dessa música linda, que vale para saudades do marido, dos filhos, de uma amigo querido...

E você?? Deixe seu recadinho!!!

Só Hoje

Jota Quest

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal...
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
(que te faça rir)
Hoje eu preciso te abraçar...
Sentir teu cheiro de roupa limpa...
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz!
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.
Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje
(solo)
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.
Hoje preciso de você...
Com qualquer humor, com qualquer sorriso!
Hoje só tua presença...
Vai me deixar feliz.
Só hoje (repete 2x)

Aiii que delícia!!!! Com certeza vou fazer! Além de lindos são muito saudáveis!!!


Dia das Crianças sem colesterol e lactose

Em comemoração ao Dia das Crianças, a SupraSoy elaborou receitas de Beijinho de Coco e Brigadeiro sem lactose e sem colesterol. Para agradar a turminha com docinhos saudáveis e deliciosos!
 
Foto Divulgação
Beijinho de coco sem lactose
Ingredientes
1 xíc. (chá) de água
1/2 xíc. (chá) de preparo em pó com proteína de soja
100 g de coco seco ralado
1 xíc. (chá) de açúcar
1 xíc. (chá) de açúcar cristal fino ou coco seco para enrolar
Cravos para decorar
Margarina para untar
Modo de fazer
Coloque a água na panela, junte o preparo em pó, o coco seco ralado e o açúcar. Leve ao fogo médio, mexa continuamente por cerca de 10 minutos ou até que a massa comece a se soltar da panela. Passe a massa para um prato untado com margarina e deixe esfriar. Pegue pequenas porções de doce com uma colher (chá), enrole e passe pelo açúcar cristal ou coco seco ralado. Em seguida, acomode-os em forminhas de papel, espete um cravo em cada um e sirva em seguida.
Rendimento 30 docinhos
Brigadeiro livre de colesterol
Ingredientes1/2 xíc. (chá) de água
1/2 xíc. (chá) de preparo em pó com proteína de soja
1 xíc. (chá) de açúcar
1 col. (sopa) de cacau em pó
1 col. (sopa) de glucose de milho
200 g de chocolate granulado
Óleo de milho pra untar
Modo de fazer
Coloque a água no liquidificador, junte o preparo em pó, o açúcar, o cacau e a glucose de milho. Bata até obter uma mistura homogênea. Passe para uma panela e leve ao fogo baixo, mexendo continuamente por 8 a 10 minutos, ou até que a massa comece a se soltar da panela. Passe para um prato untado com óleo de milho e deixe esfriar completamente. Pegue pequenas porções de doce com uma colher (chá), enrole e passe no chocolate granulado. Em seguida, acomode-os em forminhas de papel e coloque em um prato grande.
Rendimento 30 docinhos

Fonte: http://www.revistapenseleve.com.br/exibe.php?id=1240